Hoje precisei ir ao meu antigo colégio, o Antunes. Resolvi então fazer o caminho que fiz durante muito tempo. E da minha casa atual fui até a minha casa antiga, o 26. Nunca achei que um simples caminho ia me deixar tão embriagada de mim mesma, emocionada, feliz e…
A cara da casa que eu vivi até os 17 anos não é mais a mesma, óbvio. O que me assustou foi a fachada da fábrica da frente ter sido pintada de marrom e pior, só uma pequena parte daquela paredão foi pintado, as outras partes continuam descasdadas de umas 3 camadas de tintas antigas…
Passei pela casa da esquina que em 17 anos foi a casa da minha vó, da minha tia, de vário inquilinos, do meu namorado, do meu ex-namorado e que hoje é a casa de uma família que amo e que a mantém com características originais da minha lembrança. Essa mesma rua, meu Deus, parece que foi esquecida no tempo! A calçada todinha suja, encardida. As casas com a mesma aparência, talvez até que repintadas, mas sempre da mesma cor. O posto da esquina seguinte fechou.
Passei pela frente da casa de várias amigas e lembrei das várias manhãs que toquei campainhas, bati palmas, ou simplesmente esperei na frente para que fossemos até a escola, morrendo de sono! Na mesma rua lembrei das várias vezes que a minha amiga Paula chegava mais cedo no colégio e ia me buscar em casa e eu a encontrava no meio do caminho… era uma sensação tão boa! Passei em frente a casa da Ana Paula (um dia sua casa foi verde, né?) e hoje a casa dela é rosa e tem um dálmata lindo dormindo na porta. Passei em frente a casa da Mariana, da casa da vó da Camila, na frente da casa da própria Camila, em frente a rua da casa do Artur, do Cauã (acho que ele morava por lá tbm). E as calçadas e as pinturas da maioria das paredes, paradas no tempo tanto quanto eu.
Claro, muito claro, nítidamente lembrei de quase tudo que vivi na escola! De quando na quinta série nenhuma menina queria ser minha amiga, de quando conheci a Paula e a gente dançava na hora do intervalo. Só não consegui lembrar de como fiquei amiga da garota mais popular do Antunes: A Marcela! Mas eu lembro de tanta coisa com ela…mas são tantas que eu não consigo nem resumir. Daria um livro com certeza! Ela era realmente muito mais pop do que eu. Todos os caras eram afim dela, todas as meninas queriam ser amigas dela ela sempre estava envolvida nos badados e UAU! eu adorava ser amiga da garota popular da escola, porque ela era algo que eu nunca poderia ser naquele colégio! hahahahaha Lembro da Mayara (que já casou!!!!) e do quanto ela me ajudou a ser um pouco mais crítica no que diz respeito as minhas próprias vontades… Lembro do dia que cheguei namorando o Romulo na escola, e me sentia a “mulher” mais feliz do mundo com meu primeiro namorado nerd! hahahahahahahah E fiz amigos nerds… e virei amiga do Jaum! O Jaum que fala comigo até hoje e me sacaneia pq eu falo sem parar. Numa outra ocasião, diria tudo isso pra ele em vez de postar aqui! hsiauhsiuhaiushiu
A gente cresce, né? Eu demorei bastante pra crescer em alguns aspectos, mas cresci.
Não sei se eu sou patricinha, maloqueira, (quase) nerd, falsa, verdadeira… sei lá. Eu sei que as pessoas citadas aqui estão no meu coração e ocupando a parte positiva dele. E quero que saibam que eu sou assim mesmo… distante! Podem perguntar pra Mariana Bertoleti… eu sumo, desapareço MESMO! Mas quem um dia eu chamei de amigo, é meu amigo mesmo!
No Antunes eu volto semana que vem, nessas ruas eu espero não passar tão cedo… algumas lembranças ainda aceleram demais meu coração, e eu sou muito nova pra ter taquicardia.